Offline
PUBLICIDADE
MENU
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/28881/slider/d4062529e01f21751371de4a486e65d3.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/28881/slider/840c28b777a1ac84692dc130e8b7f20b.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/28881/slider/9aed880c2a62e29f6c831b5c8d8a4460.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/28881/slider/e7c15b40a1d5ef10baf5b60a0ac34c8c.jpg
Procurador defende asfixia financeira no combate ao crime organizado
Para ele, “é preciso identificar o crime como atividade empresarial"
Agência Brasil - Por Douglas Corrêa
Publicado em 03/09/2026 14:28
JUSTIÇA
© FICCO/Divulgação

O procurador-geral de Justiça do Rio, Antônio José Campos Moreira, disse nessa quarta-feira (2), durante encontro com empresários promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), que é preciso identificar o crime como atividade empresarial, que concorre com todos.

Ao abordar os reflexos da criminalidade na ordem econômica e financeira, o procurador afirmou que o enfrentamento às organizações criminosas deve avançar sobre seu patrimônio e seus fluxos financeiros, com prioridade para a investigação patrimonial e a recuperação de ativos.

"Prender, ainda que prender lideranças, não é suficiente".  disse Antônio José durante o debate. “Investigar, processar, condenar e prender permanece indispensável, mas precisa ser acompanhado de estratégias capazes de atingir a estrutura econômica das organizações criminosas”.

O procurador-geral de Justiça explicou que o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) vem direcionando sua atuação para a investigação patrimonial e a recuperação de ativos, com o objetivo de asfixiar financeiramente esses grupos.

"A investigação patrimonial e a recuperação de ativos são, para nós, o norte do enfrentamento da criminalidade organizada".

Antônio José afirmou ainda que a expansão das facções criminosas ultrapassou os limites da segurança pública.

"O Rio de Janeiro é um estado fatiado, dividido e dominado territorialmente por facções criminosas. É um problema de segurança pública, mas que transcende, que ultrapassa a segurança pública. É um problema de soberania", acrescentou.

Para ele, o domínio territorial permitiu às organizações criminosas diversificar suas fontes de receita e avançar sobre atividades econômicas lícitas. Na sua opinião, o tráfico de drogas tornou-se uma atividade econômica secundária no Rio diante da diversificação dos negócios controlados pelas facções.

"Os impactos econômicos e financeiros são enormes. São tributos que o Estado e os municípios deixam de arrecadar. São empresários que poderiam estar empreendendo, trabalhando".

Fonte: Agência Brasil
Esta notícia foi publicada respeitando as políticas de reprodução da Agência Brasil.
Comentários

Chat Online